Brazilians Wrap-up and Rap Upon 10 Years of Blogging

BloggerThe word is out on the web: blogs are celebrating their 10th anniversary. And although blogging about blogging is something bloggers do all the time, the remembrance offers the opportunity for new raps around the beloved theme. The thread started from an April 1st Dave Winer’s post where he praises the decade long course of his ‘Scripting News‘, but the paternity attribution is not undisputed. The Lusophone blogosphere catches the wave by sending out new perspectives on the issue and honoring the date as an important collective achievement.

Maio é o mês das noivas e abril é o mês dos blogs. Há dez anos, num dia de abril, Dave Winer começou a publicar um diário em rede que viria a ser considerado por muitos o primeiro blog. Claro que ninguém nunca saberá exatamente quem foi o primeiro, até porque muitos dos milhões de usuários que tinham páginas na web em 1997 publicavam coisas que pareciam com o que hoje nós chamamos de blog. À maioria daqueles “sites”, porém, faltava interação, a possibilidade do leitor dar sua opinião no rodapé do texto do autor, transformando cada entrada em uma discussão. Mas tudo bem: quase a totalidade dos blogs de hoje também não tem interação, seja porque a audiência não se interessa em comentar ou porque o autor não se interessa ou não tem energia para manter um diálogo com seus leitores.
10 anos de blogs: a [r]evolução da expressãoSilvio Meira – dia a dia, bit a bit

May is the bride’s month, and April is the month of blogs. Ten years ago, on an April day, Dave Winer started publishing a networked diary that would become known by many as the first blog. It is obvious that no one will never know who was the first, as long as many of the million users who authored web pages in 1997 published things that looked like what we today call blog. However, most of those sites lacked interactivity, or the possibility for the reader to leave his opinion in the text’s footer, turning each post into a forum. But it’s OK: almost all the blogs today still don’t interact, be it because the audience has no interest in commenting, or because the author does not have the interest or the energy to maintain a conversation with readers.
10 years of blogs: the expression [r]evolutionSilvio Meira – dia a dia, bit a bit

Os blogs que começaram pra muita gente como forma de distração, acabaram virando coisa profissional que lhes rende dinheiro, com o patrocínio de empresas e também com o Google Adsense… Blog é vício, é companhia, é troca, é informação, é diversão, entretenimento, exercício da palavra, é aprender a aceitar opiniões diferentes da sua, é ser tolerante. Blog é tudo de bom!
Os blogs completam 10 anosExílio (in)voluntário…

Blogs started as fun to many people, and ended up turning into money-raising professional stuff, sponsored by corporations and powered by Google Adsense… Blog is addiction, it is companionship, exchange, distraction, entertainment, it is an exercise in words, it is learning how to accept opinions that are different from ours, it is tolerance. Blog is everything good!
Blogs complete 10 yearsExílio (in)voluntário…


While blogs as an online publishing tool
cross their first major milestone, a new trend is thriving in the Lusosphere: the influx of professional bloggers, or people who start (trying) to make a living through their own blogs. The abundance of ads and sponsored links, along with the debates (and competition) about who is doing well in the new ‘market’ has sometimes turned into a contest that ends up with some Google checks appearing as symbols of success at the end of the month. The issue has even juiced up a meme that spread through many local blogs: do you write for pleasure or for money?

Ano passado após sair de meu emprego, por não consegui me adequar a trabalhar mais de 10h fazendo os outros encher os bolsos, resolvi fazer “uma carreira solo”, a intenção era trabalhar em algo que desse prazer e rendesse bem. E em um belo dia navegando sem rumo encontro um blog chamado Contraditorium, e confesso que me fascinou ao ver aquele cheque do Google, que imaginava eu somente os “gringos” ganhassem, e isso me fez pensar: está ai algo que realmente gostaria de fazer, escrever um blog e ganhar por isso. E começou minha trajetória nesse universo, atualmente possuo três blogs (Cavanhas Cavanhas . com, Opinião Digital e Livre Vontade Saber e Arte), adoro escrever e ter um feedback (os comentários) quase que instantâneo. Apesar de escrever com prazer, a idéia é viver somente com o retorno dos blogs, o que posso dizer então é que escrevo com paixão com o objetivo de ganhar dinheiro. Tenho muitos projetos pela frente para consegui uma diferenciação nessa Blogosfera. A partir principalmente da próxima semana várias ferramentas estarão sendo adicionada quase que diariamente.
Meme: Blog, escrevo por paixão ou por dinheiro?CavanhasCavanhas.com

After quiting my job last year, as a result of dislocation in a 10 hour shift to fill the pockets of others, I opted for a ‘solo career’ intending to work on something that could please and feed me. One fine day while I was aimlessly surfing the web I came across a blog called Contraditorium, and I confess my fascination at seeing that Google check which I thought only ‘gringos’ could earn, and that made me think: here is something I really would like to do, to write a blog and make a living. This is how I’ve started my journey in this universe, and now I have 3 blogs (Cavanhas Cavanhas . com , Opinião Digital e Livre Vontade Saber e Arte ), I love to write and to receive an instant feedback (the comments). Despite the pleasure of writing, the idea is to live exclusively from the earnings of the blog, and so I can say that I write passionately aiming to earn money. I have many projects ahead to achieve some distinction in the Blogosphere. Many new tools will be launched here on a daily basis, starting next week.
Meme: Blog, do I write for passion of for money?CavanhasCavanhas.com

Não sou hipócrita a ponto de dizer que escrevo apenas por paixão, e é claro que gostaria de me sustentar só com o dinheiro gerado por um blog, mas ainda escrevo por paixão, escrevo porque gosto de escrever, porque gosto de compartilhar informações. Mas cito mais uma vez: Quero também ganhar dinheiro com meu blog. Mas a ênfase se torna diferente, blogueiros de paixão, são mais atentos ao seu público, atentos aos detalhes que tornam seu blog diferente (layout, posição de anúncios, etc), a qualidade dos textos. Enquanto blogueiros do dinheiro enchem suas páginas de anúncios, fazem com que o usuários seja enganado para clicar em anúncios, faz de seu site um verdadeiro campo minado de anúncios, onde o pobre usuário pouco pode se mexer, com o perigo de ser redirecionado por um clique e quem sabe um dia encontrar o que ele estava procurando ao digitar palavras-chave em uma ferramenta de busca. Blogar não é apenas ganhar dinheiro, é interagir com um meio onde você pode ensinar e aprender, e onde nenhum conhecimento é supremo. Gostaria que nessa nova leva de blogueiros estivessem blogs que queiram ensinar, e não apenas ganhar.
Meme: Blog, escrevo por paixão ou por dinheiro?Bruno Godoy

I am not a hypocrite to say that I write only for passion, and it is obvious that I would like to maintain myself with the money generated by a blog, but I still write for passion, because I like to do it because I like to share information. But one more time I say: I also want to earn money with my blog. But the emphasis is different because passionate bloggers are more interested in their audience, taking care of the details that make their blogs different — layout, ad position, the quality of the text, etc. While money bloggers fill their pages with ads, deluding their users with ad clicks, turning their blogs into true mine fields packed with ads, where the poor user can’t even move without risking being redirected by a click and, who knows, finding something he was looking for while typing key words in a search tool. Blogging is not just making money, but a way to interact with a medium where you can teach and learn, and where there is no supreme knowledge. I would like to see in this new chunk of bloggers, some who were willing to teach, and not just to earn.
Meme: Blog, do I write for passion of for money?Bruno Godoy

Estão leiloando a credibilidade dos links na corrida pela “monetização” dos blogs. Na mídia convencional, a inserção de publicidade no conteúdo é um dos primeiros passos para canibalizar o produto, deixá-lo menos atrativo para um leitor/espectador bombardeado com propostas de venda onde, a princípio, estaria seu entretenimento ou informação. A corrida dos blogueiros pelo lucro fácil tem feito isso com o link: agora o internauta deve ter cuidado redobrado no que clica para não cair nas armadilhas do link vendido. Essa pressa, ou ganância se você preferir, e a falta de um conteúdo realmente bom parecem estar sempre juntos, quanto pior o conteúdo, maior o exagero nos links pagos, um deve compensar o outro, o que falta em audiência de um lado tem que sobrar em links promocionais de outro. Essa corrida pelo ouro do clique enganado ameaça o princípio básico da internet, o hipertexto, a interconexão de conteúdos, a rede.
Os links estão perdendo a credibilidadeBlogueIsso

They are auctioning the link credibility in the race to ‘monetize’ blogs. In the conventional media, the inclusion of publicity in the content is one of the first steps to cannibalize the product, making it less attractive to the reader-viewer bombed by sale promotions where he used to find his information or entertainment. The bloggers’ race for easy profit is hurting the link: now the internaut has to take double care with where he clicks in order to avoid the traps of the commercial link. The haste, or if you prefer, greed, seems to go hand-in-hand with the lack of really good content. The worst the content, more exaggerated are the paid links — one has to compensate the other, what has less in terms of an audience has more in terms of promotional links. This gilded race of the deceptive link menaces the fundamental principle of the Internet, the hypertext, the interconnection of content, the network.
Links are losing credibilityBlogueIsso


In the middle of this debate
about passion and professionalism some bloggers start to comment about what make them blog, and the patterns which are turning some of them into successful and recognized writers. Some analyse the relationship between those acknowledged bloggers and ‘big’ media, and how the ‘good’ ones are being co-opted by newspapers and magazines and offered to readers as columnists in blog-like sets of articles.

Sério, para que você vai criar um blog? O que você vai escrever? Com que objetivo? Para quem? Como? Com que linguagem? Questões simples como essas muitas vezes não são respondidas. O sujeito vê o artigo da Veja falando de blogs, depois sabe do primo que tem um blog e que ganha uma graninha, ai começa a pesquisar e descobre que tem gente que ganha uma granona com blogs. Ai o sujeito vai lá e cria um blog. Mas e ai? O que vai surgir dessa empreitada?
O simples guia rápido e alternativo de como criar um blogFabio Seixas, versão TXT

Speaking seriously, for what will you create a blog? What will you write about? What are the goals? For whom? How? What will be the language? Simple questions like that many times are not answered. The guy sees the article on “Veja” talking about blogs, then he hears about the cousin who has a blog and make some money, and then he finds out that some people make lots of money with blogs. Then he creates his blog. But what then? What will come out from this?
The simple and quick alternative guide on how to create a blogFabio Seixas, versão TXT

Sei que a metáfora soará meio gay, mas eu vejo que os blogueiros enxergam sua condição como uma lagarta, que depois de uma certa quantidade de visitas / notoriedade, sofrem uma metamorfose e se transformam em uma linda borboleta, batendo asas em uma mídia “de verdade”. Por isso não temos grandes blogueiros, e sim grandes profissionais de outras áreas que têm excelentes blogs, ou na melhor das hipóteses “gente que começou em blog”, como o Mr Manson. A conclusão que chego é que não há nenhum blogueiro profissional no Brasil apenas porque ninguém nunca realmente acreditou na possibilidade de existir tal figura. Por incrível que pareça, isso é muito bom, principalmente para quem chegou tarde na Blogosfera. Afinal, não é todo dia que se encontra uma mídia com mais de dez anos de idade, completamente virgem de profissionalização.
Blog, como virgindade, é coisa que dá e passa – Contraditorium

I know the metaphor will sound a little gay, but I see that bloggers face their condition like a lizard, which after a certain amount of visits and fame starts to go through a metamorphosis, changing into a beautiful butterfly, flapping its wings towards a ‘true’ media. That’s why we don’t have great bloggers, but only great professionals from other sectors who own excellent blogs, or in the best cases, ‘people who started out from blogs’, like Mr Manson . The conclusion we reach is that there is no professional blogger in Brazil because nobody ever believed in the possibility that one might exist. Incredible as it may seem, this is a very good thing, especially for those arriving late in the Blogosphere. After all, we won’t find everyday a 10-year old media that is completely virgin in terms of professionalism.
Blog, as virginity, is something that we have, and we looseContraditorium

Antigamente, a marca construía grande nomes do jornalismo. Hoje é ao contrário – os grandes nomes constroem a marca. Explico – antes bastava trabalhar em um grande jornal para já ter meio caminho andado e ganhar uma grande influência. Para fazer nome no jornalismo, você precisava bater na porta da Folha, do Estadão, da Globo… Hoje, é diferente. Você constrói o seu nome, a sua marca na rede. Você não precisa passar por esses locais para ter o seu selo de “credibilidade”. Isso é uma evolução e tanto no jornalismo. Talvez o grande efeito dos blogs no jornalismo. Ajuda a dar uma respirada e a colocar novas opiniões e atores no mercado de idéias. O problema é que uma parte dos jornalistas da grande mídia e da própria web não aceitam isso. Não querem largar o osso. E insistem em ocupar todos os espaços. Outro problema é que parte do público e os sites de notícias, em sua maioria, ainda não perceberam isso. E ainda apostam em ‘grandes nomes do jornalismo’. Tentam transformar colunistas da velha mídia em blogueiros.
Você faz o seu nome na rede. Já percebeu isso?Tiago Dória Weblog

Back in the old days, the brand would build the big names in journalism. Today it is the contrary — the big names build the brand. I will explain: in the old days you just had to work in a big newspaper in order to have great influence. Getting big would bring you to knock at the door of “Folha”, “Estadão” or “Globo”… Today it is different. You can build your name, your brand on the network. You don’t need to go through these places in order to get you ‘credibility’ seal. This is a big evolution in journalism. Maybe the most important effect of blogs over journalism — to help the market of ideas to breathe and bring in new characters and opinions. The problem is that part of ‘big’ media and even some web journalists do not accept the fact, and keep trying to fill all the spaces. Another problem is that part of the audience and of the news sites has not meaningfully perceived the phenomenon, and continue to bet on the ‘big names of journalism’. They try to transform old media columnists into bloggers.
You’ve made your name on the network. Have you perceived that?Tiago Dória Weblog

“O número de blogs é muito elevado nos meios de comunicação com presença na web. Respeitadas as devidas diferenças editoriais e culturais, a impressão com a qual fico é a de que era preciso ‘entrar na onda’. Mas entraram na onda sem se deixarem contaminar pela cultura digital. Os jornalistas criam e mantêm os seus blogs nos ‘big media’ seguindo mais a lógica da cultura do jornal impresso. Ou seja, mantêm, de fato, colunas. Neste sentido, para muitos meios, blog foi apenas uma maquilagem nova para uma velha idéia: a idéia de se fazer uma coluna de opinião. Logo, não são espaços de conversação; não fogem à lógica de comunicação unidirecional.”
Daniela Bertocchi in 10 anos de blogosferaRenato Cruz

“A very high number of blogs with presence on the web are from the [traditional] media. Without ignoring the cultural and editorial differences, the impression I’ve got is that they heard the call and felt that it was imperative to ‘catch the wave’. But what happened is that they got into the wave without being contaminated [indoctrinated] by the digital culture. The journalists create and maintain their blogs on ‘big’ media channels following the cultural patterns of printed newspaper. Or, we should say that, in fact, they maintain columns. In this view, to many vehicles, a blog was just a new make-up added to an old idea: an opinion column. As a result, those are not conversational spaces; they still obey the unidirectional pattern of communication.”
Daniela Bertocchi in 10 years of BlogosphereRenato Cruz


Some commenters reach back in history
to trace the patterns that may somehow help us understand possible future trends, while others go back to access statistics in order to formulate what we are supposed to expect from the blogging revolution.

Acreditamos que a Internet cumpriu uma primeira etapa de povoamento e agora ela vai se consolidar na sua verdadeira vocação: o primeiro meio de interação do ser humano, que permite a comunicação do muitos para muitos. Trata-se de um novo paradigma da comunicação humana, uma quebra que só havia ocorrido no mundo nessa magnitude com a invenção da prensa por Gutemberg, na Alemanha, por volta de 1500. Mudanças de paradigma como aquela provocaram grandes revoluções e quebras de hierarquias e monopólios. A revolução industrial, francesa, americana e russa foram filhas dos livros e dos jornais, sem os quais não aconteceriam. A Internet entra agora no ciclo das massas. As quebras de monopólio na indústria da música, do software, cinema, publicações, comércio, telecomunicações é apenas o começo… Somos um povo com uma enorme capacidade de interação e o fazemos de forma natural. Está no nosso sangue. O Orkut é um exemplo: 70% dos integrantes mundiais são brasileiros. Nós somos o povo que mais fica tempo na Internet. É como um poço de petróleo inexplorado. Temos a capacidade de comunicação e relacionamento que nenhum outro povo tem. Somos bem articulados e isso conta a nosso favor. Os outros terão que vencer suas barreiras culturais, além da organização da rede. Temos a habilidade de trabalhar em rede e de interagir. Precisamos saber transformar o que hoje é entretenimento e exibicionismo em conhecimento e participação. Se aliarmos estas metas ao planejamento estratégico do país, deixaremos de dar pulinhos e podemos dar os grandes saltos que precisamos.
Entrevista com Carlos Nepomuceno: Livro analisa o fenômeno Web 2.0Web Dois

We believe the Internet has fulfilled the first stage of development and that it will now consolidate its true calling: to be the first human interaction media which allows communication from many to many. It is a new paradigm for human communication, a discontinuity that only happened before to such magnitude with the invention of the press by Gutenberg in Germany, around 1500. Changes in the paradigm like that have generated big revolutions and ruptures in hierarchies and monopolies. The industrial revolution, the French revolution, and also the American and Russian ones were made possible by books and newspapers, and wouldn’t have happened without them. The Internet now enters the cycle of the masses. The discontinuities of the monopolies in the industries of music, software, movies, publishing, commerce and telecommunications is just the start…. We are a nation with a great capability of interaction and we do it naturally. It is in our blood. Orkut is an example: 70% of the users are Brazilians. We are the people who stay longer on the web. It is like an unexplored oil well. We have the ability of communication and relationship which no other people have. We are well articulated and this favors us. Others will have to triumph over their cultural barriers, besides the network transaction. We have the ability to network and to interact. We just need to learn how to transform what is today entertainment and exhibitionism into knowledge and participation. If we align those goals to the country’s strategic planning, we will stop doing small leaps and start performing the big jumps we so much need.
Interview with Carlos Nepomuceno: Book debate the Web 2.0 phenomenonWeb Dois

O IBGE apresentou em base ao PNAD de 2005- várias informações sobre o uso de Internet. A boa parte da mídia impressa, defensivamente, destacou que só 21% das pessoas usam internet no Brasil. Bem, lembro que os leitores diários de jornais são 20%. Isso no Rio… Em 2015 teremos entre os que nasceram no Rio, com mais de 12 anos de idade, pelo menos 75% usando Internet. Pelo menos. Isso sim será um problema geracional/ comunicacional entre os mais velhos – e os mais jovens. Como geracional este Ex-Blog quer se referir também a quem precisa fazer comunicação pública, ou seja, políticos, meios de comunicação, agências de publicidade, empresas, lideranças sociais, etc… Quem fizer uma comunicação velha, digamos industrial, quem não aprender a falar estando na internet, falará para si mesmo.
IBGE e a InternetLiter

The IBGE [Brazilian Institute of Geography and Statistics] has presented much information about Internet use from the 2005 PNAD [National Domiciliary Research]. The traditional media has defensively focused on the aspect that only 21% of Brazilian use the Internet. Well, I’ve got to remind readers that only 20% of the population read newspapers [Rio de Janeiro’s average]…. In 2015 we will have, among those born in Rio and who are more than 12 years old, at least 75% using the Internet. At least. This will become a generation communication problem between the older and the younger ones. As generational this ex-blog refers to those in charge of doing public communication, politicians, media vehicles, publicity agencies, corporations, social leaderships, etc…. Those who keep doing old media — or should we say industrial media — and do not learn how to speak a living presence into the Internet, they will speak to themselves.
IBGE and the InternetLiter


As a special ‘extra’ to this post
, our review of 10 years of blogging revealed an interesting analysis by a Brazilian “blogospher” who decries the need for a Lusophone blogosphere. Daniela Bertocchi is a Brazilian journalist-blogger with a master’s degree in cyberjournalism from Minho University in Braga, Portugal who, in an recent interview appearing in Tiago Dória’s blog offered her vision about the different patterns ruling cultural and linguistic boundaries.

Porque uma ‘blogosfera brasileira’ e não uma ‘blogosfera lusófona’?
Muito boa essa pergunta. Curioso que acho que não conseguiria responder a essa questão com propriedade não fosse eu estar em Portugal há quase 3 anos e conviver não apenas com portugueses, mas com cabo-verdianos, angolanos etc. Tenho duas coisas a dizer. A primeira: o erro, na verdade, não é esse; o equívoco é achar que o que separa os blogs é a fronteira do idioma. A segunda: além disso, os motivos comerciais – imperativos no mundo de hoje – justificam o uso da expressão “blogosfera brasileira”. Explico a seguir cada uma das minhas suspeitas. Em primeiro lugar, o que separa os blogs é a fronteira cultural. E o idioma está incluído na cultura, junto com uma data de outros componentes bem complexos (como “identidade”, por exemplo). Ocorre que somos, hoje, 210 milhões de falantes da Língua Portuguesa em 8 países do mundo. Trata-se do que poderíamos chamar de um “espaço multicontinental” de mesma língua. Todos os que falam o português são lusófonos, obviamente. Assim, todos os blogs em português – criados e mantidos ou no Timor, ou em Cabo Verde ou em Angola ou noutros sítios – poderiam, por defeito, integrar-se numa blogosfera em português. E por que não a formam? Por que não conseguimos levar essa expressão adiante? Porque não partilhamos a mesma cultura, a mesma realidade, a mesma identidade, o mesmo modo de expressão, os mesmos problemas cotidianos. Não existe uma coesão entre este “nós” lusófono. Logo, não existe uma coesão entre estes blogs. (Quando falo em coesão, falo em força de atração, naquilo que os une).
A blogosfera de Portugal, por exemplo, possui características muito diferentes da brasileira; os blogs aqui tendem a ser super opinativos, analíticos e teóricos (poucos são informativos) em comparação com os do Brasil. Falar em “blogosfera em português” só seria possível se desconsiderássemos completamente essas grandes diferenças culturais e optássemos por considerar apenas a questão linguística da coisa. Ou seja, falam a mesma língua e pertencem à mesma blogosfera. E nada mais. O problema é que o fato de falar um mesmo idioma não cria um sentimento de comunidade. E os blogs, como sabemos, alimentam-se deste sentimento.
Em segundo lugar, faz todo o sentido falar em “blogosfera brasileira” ou “serviço voltado para blogueiros brasileiros” quando pensamos que o Brasil é um mercado gigante e promissor. Daqueles 210 milhões luso-falantes que citei, nós, os brasileiros, somos 170 milhões. Além disso, estamos muito à frente em questões de acesso a Internet em comparação com Angola, Timor ou Moçambique, por exemplo. Resumindo, acho perfeitamente compreensível o uso da expressão; embora, naturalmente, eu tivesse muito mais gosto em poder usar a expressão “blogosfera lusófona”.
Entrevista com Daniela Bertocchi, do IntermezzoTiago Dória Weblog

Why a ‘Brazilian Blogosphere’ and not a ‘Lusophone Blogosphere?
This is a really good question. It is curious because I don’t think I could answer this question properly if it wasn’t for the fact that I’ve been living in Portugal for the last 3 years and not only relating with Portuguese people, but coexisting with Cape Verdeans, Angolans, etc. I have 2 things to say about it. First, it is an error to think that what keeps blogs apart is the language. Second, the imperative commercial reasons justifies the use of the expression ‘Brazilian Blogosphere’. Now I will explain each one of my suspicions. Firstly, what keeps blogs apart is the cultural frontier, and the language is included in the culture, along with a set of other complex components — as identity, for example. It happens that we are today 210 million people speaking Portuguese in 8 countries around the world. It is what we could call a multicontinental space of the same language. All those who speak Portuguese are Lusophone, obviously. So, all blogs in Portuguese — created and maintained in Timor, or Cape Verde or in Angola and other places — could be integrated in Portuguese Blogosphere. What is the reason that we don’t see this happening? Why are we uncapable of taking this idea forward? It is just because we do not share the same culture, the same reality, the same daily problems. There is no cohesion between this Lusophone ‘Us’. So, there is no cohesion among these blogs. When I talk about cohesion, I mean the atraction force, or something that could bind them.
The Portuguese Blogosphere, as an example, has many features that are very different from the Brazilian; blogs here are more opinative, analytic and teoretical — few are informative — in comparison with the ones in Brazil. To speak about a ‘Blogosphere in Portuguese’ would only be possible if we opted to forget those cultural diferences and focus only on the language dimension — i.e. they belong to the same Blogosphere just because they speak the same language, and nothing more. The problem is that speaking the same language do not automatically creates the feeling of community, and we’ve came to know that blogs are feed by this feeling.
On the other hand, it makes all sense to talk about a ‘Brazilian Blogosphere’ or a ‘service to Brazilian bloggers’ when we think that Brazil is a giant promising market. From those 210 million Luso-speakers I’ve mentioned, we Brazilians are 170 million. Besides, as an example, we are far ahead in issues like Interent access in comparison with Angola, Timor or Mozambique. Wraping-up, I would say that the use of the expression is comprehensible although I would naturally like better if we could use the expression ‘Lusophone Blogosphere’.
Interview with Daniela Bertocchi, from IntermezzoTiago Dória Weblog